Galaxy S7 com Snapdragon e Exynos diferenças na bateria



Já vimos teste de bateria com os novos Galaxy S7 e S7 Edge com chipset Qualcomm Snapdragon. Os resultados foram um pouco decepcionantes ao não ser constatado uma superioridade na autonomia destes aparelhos na nova geração. 

 Ontem vimos outro comparativo, mas desta vez com a variante com Exynos que mostrou resultados mais animadores, com um ganho bastante considerável em cima do Galaxy S6. O mais interessante seria ver ambas as variantes passando pelo mesmo teste.

O site Ars Technica, em posse das variantes com Snapdragon e Exynos do Galaxy S7 e S7 Edge, resolveu realizar um teste de bateria envolvendo o tempo de navegação e também com aceleração via hardware para mostrar a diferença no consumo de cada chipset. E o que podemos ver é uma diferença surpreendente entre cada modelo, onde a diferença pode chegar a incríveis 46%.



No teste acima vemos que tanto o Galaxy S7 quanto o Galaxy S7 Edge com ambos os chipsets tiveram o brilho da tela regulado em 200 nits (próximo aos 50% do brilho manual). O modelo 'US' exibido no gráfico acima refere-se à variante americana com Snapdragon 820, enquanto o modelo 'Intl.' refere-se ao produto internacional com Exynos 8890. E o que podemos concluir é que o SoC da Samsung consome menos energia ao ter que ficar recarregando uma página web por várias horas.

O Galaxy S7 com Snapdragon 820 rendeu 581 minutos até descarregar. A versão Edge foi além, chegando a 665 minutos. A parte mais curiosa é ver o Galaxy S7 com Exynos superar a bateria de 3.600 mAh do Edge e render 694 minutos. Como se não bastasse, a versão Edge com chipset da sul-coreana chega a notáveis 767 minutos, ou 12 horas e 47 minutos. E ao realizar o mesmo teste, mas com o WEBGL sendo o foco na navegação web, os resultados são ainda mais impressionantes.


 Aqui vemos o Galaxy S7 com Snapdragon chegar a 290 minutos, enquanto o Edge rende 362 minutos. Já a versão com Exynos tem autonomia de 432 minutos e 523 minutos, respectivamente. Com um uso mais intenso da GPU, a diferença entre as variantes chega a ser ainda maior. A Adreno 530 até pode ser mais rápida do que a Mali-T880MP12, mas podemos imaginar que a solução da ARM tenha um consumo menor.

Há dois poréns a serem analisados aqui: o primeiro é que o teste foi feito por pessoas diferentes (versão americana testada nos Estados Unidos e versão internacional no Reino Unido), mas seguindo a mesma metodologia - o que pode resultar em uma margem de erro. Segundo, seria interessante ver um teste prático com jogos, para termos uma noção se o Exynos 8890 consegue realmente render mais do que o Snapdragon 820, já que estes testes sintéticos servem apenas para ilustrar um cenário que nem sempre condiz com a realidade.

Fonte:TUDOCELULAR